Sobre a doação de medula óssea

A medula óssea representa a “fábrica do sangue” e, localizada no interior dos ossos, permite que as células-tronco hematopoéticas produzam as células do sangue – hemácias, leucócitos e plaquetas – responsáveis por diversas funções em nosso organismo, como resposta contra as infecções e controle de sangramento. Por este motivo, a doação de células-tronco hematopoéticas, popularmente conhecida como transplante de medula óssea, é um procedimento bastante seguro, uma vez que as células podem ser coletadas através de punção com agulha, após anestesia, ou através da filtragem do sangue , em uma máquina de aférese. Além disso, estas células apresentam uma alta capacidade de multiplicação e, apenas uma pequena parte das células é retirada, de modo que o doador encontra-se totalmente recuperado poucos dias após a coleta.

E, para muitos pacientes com graves doenças do sangue – como leucemia e aplasia – a substituição das céluals doentes através do transplante de células-tronco hematopoéticas é a única possibilidade de cura. Quando estes pacientes não encontram um doador compatível em sua família, o que ocorre em 7 de cada 10 pacientes, a única chance é buscar um doador não-aparentado.

Assim, surgiu o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) que, hoje, já é o terceiro maior registro de doadores do mundo e tem permitido que pacientes brasileiros aumentem suas chances de encontrar um doador, já que a compatibilidade necessária depende de algumas características genéticas, chamadas de alelos HLA, que, muitas vezes, só estão presentes em nossa população.